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Medalha comemorativa dos 116 anos da Ponte Preta

É com muito orgulho que a Tocoin apresenta a medalha comemorativa dos 116 anos de fundação da Associação Atlética Ponte Preta. Desejamos que cada torcedor pontepretano tenha o prazer de possuir algo especial para celebrar o seu amor pelo clube e pelo mestre Dicá, o maior jogador e ídolo da Macaca.

O primeiro time do Brasil

Fundada em 11 de agosto de 1900 por um grupo de amigos e estudantes do Colégio Culto à Ciência, na cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo, a Associação Atlética Ponte Preta vive há 116 anos uma história de amor incondicional e paixão fervorosa com os pontepretanos. São esses sentimentos que movem a torcida e mantém o primeiro time do Brasil em atividade ininterrupta desde o seu nascimento.

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Ponte Preta: um bairro, um time, uma paixão!

O clube carrega o nome do bairro onde está sediado, Ponte Preta, na região sul de Campinas, SP.  A ferrovia paulista havia construído uma ponte sobre os trilhos que ligavam Jundiaí a Campinas. Para que fosse conservada, a ponte, que era de madeira, foi revestida com piche, o que a deixou com a cor preta. Todos começaram a se referir ao local como “o Bairro da Ponte Preta”. O nome foi adotado e em seguida deu origem ao nome do time.

É possível enxergar a grandeza e força da Ponte, desde o seu surgimento. O clube surgiu junto com o crescimento do bairro e da cidade. Conhecer a história da Ponte é, também, conhecer a história do futebol brasileiro. Ainda quando os demais clubes do Brasil começavam a surgir, a macaca já conquistava o seu primeiro título. Foi em 1912, quando levantou a taça de campeã da Liga Operária de Futebol de Campinas. Foi nesse mesmo ano que aconteceu o primeiro Dérbi campineiro, jogo clássico onde a Ponte enfrenta o rival Guarani, clube também do interior paulista.

A primeira democracia racial

A Ponte Preta carrega o nobre título de ser a primeira democracia racial do futebol no Brasil, tendo na formação do seu primeiro time, imigrantes alemães, austríacos, portugueses e brasileiros brancos e negros. Um nome muito conhecido é o de Miguel do Carmo, o “Migué”, o primeiro negro a fazer parte de um time de futebol brasileiro, numa época em que o esporte era praticado apenas por brancos.

Ponte, Macaca Querida!

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Só sendo um pontepretano para entender o tamanho desse amor, o valor dessa tradição e a força da Associação Atlética Ponte Preta. Outros clubes do Brasil e do mundo podem ter uma grande torcida, mas a macaca, a macaca querida, tem uma grande família.

Sendo a primeira democracia racial do futebol brasileiro, negros sempre estiveram presentes no time e na torcida da Ponte. Na época da fundação do clube, o racismo era praticado livremente. O adversários diziam que a torcida da Ponte era formada por “macacos” e que o time era uma “macacada”. O que os adversários não esperavam é que os pontepretanos transformariam a hostilidade em força e união. Desde então, a Ponte ficou conhecida como “Macaca”, a Macaca Querida!

A Ponte também é conhecida como “Veterana” e “Nega Véia”. Esses dois apelidos fazem menção ao tempo de existência do clube. Por anos, o mascote, que hoje é uma macaca e recentemente recebeu a companhia do gorila e o filhos, um casal de macaquinhos, foi uma velhinha de bengala.

O canto da torcida pontepretana

Todo fã de futebol sabe que os cantos das torcidas embalam seus times e arrepiam quem os escuta. Nas arquibancadas do Majestoso, como é conhecido o Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta, e onde mais o time estiver, o canto “Ponte, Macaca Querida! Amor da minha vida, sou louco por você!” é  o grito da torcida. O canto é tão forte e a torcida canta com tanto amor, que até quem não é torcedor da macaca, se arrepia.

O Majestoso, a casa da Ponte!

Muitas torcidas lotam as arquibancadas para assistirem o seu time jogar, o que é um orgulho para o clube. Mas nada se compara ao sentimento que os pontepretanos carregam, sentimento este que foi capaz de erguer o Majestoso.

Esse é mais um fato marcante na longa história da Ponte Preta. O Estádio Moisés Lucarelli, também chamado de Majestoso, inaugurado em 12 de setembro de 1948, foi construído pela própria torcida. 

A casa da Ponte carrega o nome de Moysés Lucarelli, que cansou de ouvir dos adversários que “nem campo, nem estádio a Ponte tinha”, quando fazia algum comentário sobre as condições dos seus gramados. A ideia de que o clube precisava ter o próprio estádio ganhou forças e ele, junto com José Cantúsio e Olympio Dias Porto, levantaram o dinheiro necessário para a compra do terreno onde a casa da macaca seria construída.

Como principal responsável pela construção do Majestoso, Moysés Lucarelli organizou e começou a planejar a construção. Encontrou parceiros que pudessem contribuir com o projeto da obra e, o mais importante, uniu os pontepretanos. Ele organizou campanhas para arrecadar o dinheiro da compra dos tijolos, das cadeiras e do que mais fosse necessário para levantar o estádio.

Mais do que com a colaboração dos pontepretanos, o Majestoso foi construído com o verdadeiro amor de uma torcida pelo clube. A construção do estádio simboliza a força e união de quem torce pela macaca. Simboliza a grandeza da Ponte e sua tradição.

Ponte Preta na final da Copa Sul Americana

Um momento que os torcedores da Ponte nunca irão esquecer foi quando a Ponte disputou a final da Copa Sul Americana de 2013, contra o Lanús, do Uruguai. O título, infelizmente, não veio, mas a noite do dia 04 de dezembro daquele ano foi especial. Na primeira partida da final, a torcida da macaca invadiu o Estádio do Pacaembu, eram quase 30 mil pontepretanos nas arquibancadas. O grito de “Ponte, macaca querida! Amor da minha vida, sou louco por você!” pôde ser ouvido em toda a América.

Ao Mestre com carinho

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É impossível falar da Associação Atlética Ponte Preta, sem falar de Dicá. Os pontepretanos o chamam de mestre. Basta assistir um lance seu para entender o porque.

Dicá, o Oscar Sales Bueno Filho, nasceu em Campinas, no dia 13 de julho de 1947. É considerado até hoje o maior jogador que vestiu a camisa da macaca. Sua história na Ponte foi escrita de 1966 a 1972 e 1976 a 1984. Antes de entrar para o time principal, jogou apenas 9 vezes pelo juvenil e logo depois entrou para o profissional.

Jogando com a 10, era o meia-armador e fazia, como ninguém, as jogadas de criação do time. Sempre de frente para os adversários, só a sua presença em campo já os deixava apreensivos, imagine então quando ele tocava na bola. Por falar em toque na bola, suas cobranças de falta também eram incríveis.

Nas 581 partidas que Dicá disputou pela Ponte Preta, marcou 155 gols. Em 1969, conquistou seu primeiro título pelo clube, quando, depois de 11 anos na Divisão Especial, a Macaca foi campeã e retornou à Primeira Divisão do Campeonato Paulista.

Amigo, mestre, super craque, espetacular e excelente jogador. Assim o definem seus amigos de clube e de vida. Dicá foi e é unânime na Ponte. Seu brilho ilumina até hoje o Majestoso e sua história, seus gols e os grandes momentos proporcionados aos torcedores jamais serão esquecidos.

Viva ao mestre! Viva à Ponte, Macaca Querida!

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